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O Futuro do Colocation no Brasil: Infraestrutura Híbrida para a Era da IA

O mercado brasileiro de colocation atravessa uma inflexão estratégica em 2026, impulsionado pela convergência entre expansão hyperscale, adoção acelerada de inteligência artificial e marcos regulatórios que priorizam soberania de dados e sustentabilidade energética. Com projeções indicando crescimento de US$ 1,6 bilhão em 2025 para US$ 3 bilhões até 2030, o modelo de colocation consolida-se como alternativa técnica e financeiramente viável para empresas que demandam infraestrutura escalável, baixa latência e conformidade regulatória rigorosa, sem os investimentos de capital e complexidade operacional associados a data centers proprietários.

Dinâmica de Mercado e Projeções de Crescimento

O Brasil concentra aproximadamente 40% dos investimentos em data centers da América Latina, posicionando-se como principal hub regional para desenvolvimentos hyperscale e operações de colocation. A consultoria Oliver Wyman projeta que o mercado brasileiro alcance US$ 3 bilhões nos próximos cinco anos, representando expansão anual superior a 9% na capacidade instalada e crescimento acima de 11% no faturamento de colocation.

Investimentos de grande porte evidenciam a maturação do setor. A TIP Brasil anunciou aporte de R$ 500 milhões na aquisição e modernização de data center em Campinas com capacidade para 2.000 racks, oferecendo serviços de colocation e nuvem com certificação Tier III. O projeto contempla retrofit completo incluindo substituição de piso elevado por material à prova de incêndio, modernização de UPS e sistemas de ar-condicionado, mantendo geradores Caterpillar de 3 MW existentes. A energia inicial prevista é de 10 MW, com expansão gradativa conforme demanda, incluindo geração própria planejada para 2026.

A Patria anunciou investimento de US$ 1 bilhão em nova plataforma de data centers hyperscale na região, mirando demanda crescente por serviços de computação em nuvem e processamento de IA. A América Latina, especialmente o Brasil, consolida-se como polo atrativo impulsionado pela disponibilidade de energia renovável e espaço para crescimento, contrastando com mercados saturados dos Estados Unidos e Europa. Felipe Pinto, sócio responsável por infraestrutura na gestora, indica que a demanda global por data centers deve mais que dobrar até 2030, e a capacidade da América Latina pode triplicar, exigindo até US$ 50 bilhões em novos aportes.

A Nova Complex, desenvolvedora de infraestrutura de Cingapura, anunciou planos de investir US$ 3 bilhões no Brasil para construir complexo integrado de data centers de energia renovável e computação inteligente. O projeto adotará modelo de "implantação tri-site", combinando 1 GW de instalações de energia renovável com 800 MW de TI em data centers, como parte da estratégia global "PowerDataCampus" da empresa. Os data centers contarão com tecnologia de refrigeração líquida, projetos de servidores de alta densidade e sistemas inteligentes de gerenciamento de energia para maximizar eficiência operacional.

Soberania de Dados e Conformidade Regulatória LGPD e Residência de Dados

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709/2018) estabeleceu critérios objetivos para coleta, uso, compartilhamento e segurança de dados pessoais, obrigando empresas a padrões rigorosos sob pena de sanções administrativas expressivas. A Emenda Constitucional 115/2022 elevou a proteção de dados ao patamar de direito fundamental, reforçando a relevância da soberania digital como componente estratégico da infraestrutura tecnológica nacional.

A incidência extraterritorial da LGPD (artigo 3º) reforça a soberania digital ao aplicar-se sempre que o tratamento de dados "tenha por objetivo a oferta ou fornecimento de bens ou serviços ou o tratamento de dados de indivíduos localizados no território nacional", ainda que o responsável esteja fora do Brasil. Isso cria, teoricamente, ambiente de maior poder regulatório interno, embora desafios práticos persistam na exigência de cumprimento por atores sediados fora do país e na carência de infraestrutura nacional dedicada ao armazenamento de dados.

O Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) determina em seu artigo 11 que qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de dados de pessoas situadas no Brasil, ou de conteúdos gerados por elas, por provedores de serviços e aplicações de internet, estará sujeita à lei brasileira. Essa disposição assegura, em tese, patamar de proteção jurídica e autonomia decisória ao país, embora a efetividade dependa de capacidade institucional para fiscalização e sanção.

A soberania de dados fundamenta-se no princípio de que informações devem estar sujeitas às leis do país em que são armazenadas fisicamente. Se uma empresa mantém dados em data centers localizados no Brasil, eles estarão protegidos pela LGPD e demais legislações nacionais, criando proteção jurídica mais clara e previsível contra requisições de governos estrangeiros. O artigo 33 da LGPD estabelece que "nenhum dado pessoal será transferido a país estrangeiro que não proporcione grau de proteção adequado ao previsto nesta Lei", reforçando a importância da localização física da infraestrutura.

Equivalência com GDPR e Fluxo Internacional de Dados

A Comissão Europeia formalizou em setembro de 2025 o processo para reconhecer a equivalência em proteção de dados entre o bloco europeu e o Brasil, ao reconhecer que a LGPD e normas complementares garantem nível de proteção considerado "essencialmente equivalente" ao europeu. Esse reconhecimento permite livre circulação de dados entre os dois blocos sem necessidade de autorizações adicionais, consolidando o Brasil como jurisdição confiável para operações de data centers que atendem clientes europeus.

Essa equivalência representa vantagem competitiva significativa para provedores de colocation brasileiros, pois facilita operações de empresas multinacionais que necessitam manter dados de cidadãos europeus e brasileiros sob regimes juridicamente compatíveis. A harmonização regulatória reduz complexidade de compliance e custos associados à manutenção de múltiplas estruturas de governança de dados para atender diferentes jurisdições.

Edge Computing e Arquiteturas de Baixa Latência Distribuição Geográfica e Redução de Latência

O conceito de edge computing parte da premissa de que, em vez de enviar todos os dados para data centers distantes, parte do processamento deve ocorrer próximo da origem do dado — ou seja, na borda da rede. Isso reduz drasticamente o tempo de resposta, economiza largura de banda e melhora a segurança, pois menos dados são expostos em trânsito.

Hospedar processamento fora do país gera latências entre 150ms e 300ms, dependendo da rota e região. Servidor dedicado no Brasil — idealmente em regiões estratégicas como Nordeste, Sudeste ou Centro-Oeste — pode operar com latência abaixo de 30ms, diferença crucial em aplicações em tempo real. Para setores como IoT, inteligência artificial, streaming, logística, fintechs e saúde, essa arquitetura representa requisito técnico fundamental para viabilidade operacional.

O Data Center Map registra 65 data centers de colocation no Brasil, com maior concentração em São Paulo e Rio de Janeiro. Essa distribuição geográfica oferece aos clientes proximidade com centros de demanda, conectividade de baixa latência e largura de banda ampliada. Reduzir latência é essencial para melhorar performance de equipes, especialmente em trabalho remoto, além de oferecer experiência mais satisfatória aos clientes e disponibilizar serviços de qualidade.

Integração com 5G e Aplicações Críticas

A convergência entre 5G, edge computing e servidores dedicados localizados no Brasil compõe infraestrutura necessária para suportar aplicações críticas, baixa latência, alta disponibilidade e descentralização inteligente do processamento. O 5G oferece largura de banda massiva e latência teórica de 1ms, mas esse desempenho só se materializa quando combinado com processamento localizado geograficamente próximo ao usuário final.

Para aplicações de realidade aumentada, veículos autônomos, cirurgias remotas e controle industrial em tempo real, a latência representa não apenas questão de desempenho, mas de viabilidade técnica. Um atraso de 150ms pode inviabilizar completamente uma aplicação de realidade virtual ou controle robótico que exige resposta em menos de 20ms. Provedores de colocation que operam instalações distribuídas geograficamente posicionam-se para atender essa demanda crescente por edge computing integrado a redes 5G.

Conectividade e Interconexão: Vantagem Competitiva Estratégica Pontos de Troca de Tráfego (IX.br)

O IX.br (Internet Exchange Point Brasil) proporciona ligação direta, permitindo que múltiplos Sistemas Autônomos troquem tráfego diretamente. A interligação de diversos AS em um IX, ou Ponto de Troca de Tráfego, simplifica o trânsito da Internet e diminui o número de redes até determinado destino, melhorando qualidade, reduzindo custos e aumentando resiliência da rede.

Um IX representa infraestrutura física onde provedores e redes corporativas trocam tráfego de dados diretamente, sem depender de rotas intermediárias ou operadoras internacionais. Ao conectar-se a um IX, empresas otimizam o caminho até destinos mais acessados — como Google, Meta, Akamai, Cloudflare e outros grandes provedores de conteúdo — resultando em latência menor, maior velocidade e redução de custos com trânsito IP.

Conectividade com PTT (IX.br) e demais pontos estratégicos, via backbones otimizados, permite que tráfego trafegue por rotas mais curtas, menor número de saltos e menos pontos de falha entre origem e destino. Essa conectividade direta reduz dependência de operadoras upstream e economiza com trânsito internacional, componente de custo significativo para provedores de internet, data centers e empresas com alto consumo de conteúdo online.

Interconexão Multicloud e Arquiteturas Híbridas

Entre os extremos de infraestrutura on-premises e nuvem pública, o colocation emerge como alternativa importante: empresas instalam equipamentos próprios em data centers especializados, compartilhando infraestrutura física e conectividade de alta performance gerenciadas por terceiros. Esse modelo combina controle sobre o ativo com escalabilidade e conectividade avançada, viabilizando adoção de arquitetura híbrida de TI mais eficiente para suportar IA robusta e escalável — permitindo que cada carga de trabalho opere onde entrega melhor retorno sobre investimento e atenda aos acordos de nível de serviço necessários.

Entretanto, apenas 19% dos entrevistados em pesquisa setorial relatam que seus provedores de colocation oferecem interconexão multicloud robusta — um gargalo significativo. Provedores que investem em conectividade direta com múltiplos provedores de nuvem pública (AWS, Azure, Google Cloud, Oracle Cloud) diferenciam-se competitivamente ao facilitar arquiteturas híbridas que distribuem workloads otimamente entre infraestrutura local, colocation e nuvem pública.

A Equinix destaca que o Brasil contribui com maior parcela do crescimento total de capacidade de data center na América Latina, tornando a TI ponto central para infraestrutura digital da região. Com uma das maiores porcentagens de energia renovável do mundo, o Brasil oferece base sustentável para IA e cargas de trabalho com alto consumo de energia, atraindo investimentos em colocation preparado para IA com soluções avançadas de resfriamento e interconexão.

Sustentabilidade e Transição Energética Energia Renovável e Certificação I-REC

Iniciativas voltadas à eficiência energética, uso de fontes renováveis e gestão de recursos ganham espaço entre empresas do setor de colocation no Brasil. O uso de energia proveniente exclusivamente de fontes renováveis, com origem comprovada por meio da certificação internacional I-REC (International Renewable Energy Certificate), alinha operações à agenda ESG e mitiga impactos ambientais sem comprometer qualidade dos serviços prestados.

O certificado I-REC assegura que, para cada megawatt-hora consumido, quantidade equivalente de energia foi gerada por fontes renováveis, como solar, eólica, hidrelétrica ou biomassa. No Brasil, o processo de emissão e auditoria do I-REC é conduzido pelo Instituto Totum, garantindo rastreabilidade, integridade e transparência da cadeia de energia. Essa certificação oferece aos clientes de colocation comprovação verificável de que suas cargas de trabalho operam com energia limpa, atendendo requisitos corporativos de sustentabilidade e relatórios ESG.

A Elea Data Centers exemplifica como fontes limpas revolucionam o setor, operando instalações alimentadas 100% por energia renovável e estabelecendo novos padrões de sustentabilidade na infraestrutura digital. Desde 2022, a empresa adquire energia no mercado livre com certificado I-REC, garantindo procedência renovável da matriz energética. Em 2025, a Elea avançou para modelo de autoprodução baseado em energia eólica, com planos de diversificar para mix incluindo fontes hídricas.

Projetos de Grande Escala e Autoprodução

O projeto Rio AI City representa iniciativa de grande porte com capacidade inicial de 1,5 GW e planos de expansão para 3,2 GW. Alessandro Lombardi, presidente e fundador da Elea, declarou que "o data center de IA brasileiro tem que ser verde", destacando posição inflexível da empresa quanto à responsabilidade ambiental. Com crescimento exponencial da demanda por processamento de inteligência artificial e computação em nuvem, abordagem sustentável posiciona o Brasil como potencial líder global em infraestrutura digital ecologicamente responsável, demonstrando que desenvolvimento tecnológico e compromisso ambiental caminham juntos.

A região quintuplicou sua capacidade de conectividade nos últimos 20 anos através de 68 cabos submarinos, segundo dados da BNAmericas. Essa conectividade robusta, combinada com disponibilidade de energia renovável em escala, cria condições estruturais favoráveis para atração de investimentos hyperscale que priorizam sustentabilidade como critério de seleção de localização.

Certificação Tier e Padrões de Disponibilidade Tier III: Equilíbrio entre Resiliência e Viabilidade Econômica

O modelo Tier, estabelecido pelo Uptime Institute, define níveis claros de resiliência e redundância baseados em critérios técnicos que transcendem promessas genéricas de uptime alto. A classificação tornou-se ferramenta prática para avaliar infraestrutura crítica de data centers e compreender capacidade de suportar pressão sem comprometer continuidade dos sistemas.

Tier III representa o nível mais comum entre empresas que necessitam garantir alta disponibilidade — como plataformas de nuvem, ERPs, instituições financeiras ou e-commerces que não podem interromper operações. Os critérios técnicos incluem redundância N+1, múltiplos caminhos de distribuição (um ativo), capacidade de manutenção sem parada (concurrently maintainable), tempo de inatividade tolerado de até 1,6 hora por ano e disponibilidade média de 99,982%.

O data center da TIP Brasil em Campinas passará por retrofit completo para atingir certificação Tier III, demonstrando que o mercado brasileiro prioriza esse padrão como equilíbrio realista entre disponibilidade e viabilidade econômica. Alexandre Alves, presidente e CEO da TIP Brasil, afirmou que "o Brasil ainda carece de infraestrutura Tier III, e este projeto vem para suprir essa demanda, mantendo dados críticos dentro do país e fortalecendo o ecossistema digital nacional".

Tier IV: Tolerância Total a Falhas para Aplicações Ultracrícas

Tier IV representa categoria completamente redundante ao nível de circuitos elétricos, arrefecimento e rede, oferecendo tolerância total a falhas. Essa classificação atende aplicações ultracrícas onde qualquer interrupção, mesmo brevíssima, resulta em consequências catastróficas operacionais ou financeiras. A disponibilidade de 99,995% permite apenas 0,4 hora de inatividade por ano, exigindo arquitetura 2N+1 com redundância completa de todos os sistemas e múltiplos caminhos de distribuição ativos simultaneamente.

A certificação Tier IV envolve custos substancialmente superiores devido à duplicação completa de infraestrutura, justificando-se apenas para segmentos específicos como instituições financeiras sistematicamente importantes, infraestruturas de telecomunicações críticas e aplicações governamentais de segurança nacional. Para a maioria das aplicações empresariais e de IA, Tier III oferece disponibilidade suficiente com estrutura de custos mais favorável.

Desafios e Oportunidades Estruturais Gargalos de Infraestrutura e Cadeia de Fornecimento

A rápida expansão da inteligência artificial expõe gargalos na cadeia de construção de data centers. Cidades como São Paulo e Campinas consolidam-se como principais polos para desenvolvimento hyperscale e colocation, mas enfrentam desafios relacionados à disponibilidade de terrenos, capacidade de infraestrutura elétrica e cadeia de fornecimento de equipamentos especializados.

Políticas públicas representam fator determinante. A ausência de incentivos fiscais e regulações claras pode dificultar novos investimentos. Entretanto, o programa que reduz custo de capital em 50% ao isentar impostos sobre ativos de TI já estimula projetos de grande porte (500 MW a 1,5 GW), demonstrando como arcabouço regulatório favorável catalisa investimentos.

Programas de investimento totalizam R$ 500 bilhões anunciados para data centers no Brasil, criando teste de estresse para o setor em termos de capacidade de execução, disponibilidade de mão de obra especializada e estabilidade da cadeia de fornecimento. Empresas que navegam com sucesso esses desafios estruturais posicionam-se para capturar parcela significativa do crescimento projetado.

Demanda por IA e Transformação Digital

A aceleração do uso de inteligência artificial, especialmente IA generativa, gera salto na demanda por capacidade computacional. Treinar e manter modelos de IA exige infraestrutura robusta, algo que muitas empresas não conseguem prover internamente, optando pelo colocation como estratégia. Essa tendência soma-se à digitalização de setores como saúde, educação e indústria, e à crescente regulamentação sobre armazenamento e segurança de dados, onde fornecimento confiável é essencial.

Empresas que buscam infraestrutura escalável, segura e eficiente encontram no colocation solução viável para expandir negócios digitais. A demanda, ainda em fase de consolidação, mostra sinais de amadurecimento especialmente nos segmentos que dependem de ambientes resilientes para sustentar operações críticas. A digitalização da economia, intensificação do uso de tecnologias emergentes e maior exigência regulatória em temas de proteção e soberania de dados continuam a impulsionar interesse por esse modelo.

Perspectivas para os Próximos Anos

O mercado de colocation no Brasil apresenta futuro promissor. Ainda que o mercado esteja em fase de consolidação, o avanço da economia digital e a necessidade crescente de infraestrutura escalável apontam para tendência favorável. Com investimentos consistentes, melhorias estruturais e apoio regulatório, o Brasil pode se tornar um dos principais hubs tecnológicos da América Latina.

A inflexão da infraestrutura digital marcada em 2025 posiciona o Brasil para entrar no mapa global de investimentos em data center em 2026. A combinação de marco regulatório favorável, abundância de energia renovável, reconhecimento internacional da LGPD como equivalente ao GDPR, e disponibilidade de conectividade robusta cria condições estruturais para expansão sustentável do setor de colocation.

Provedores que demonstram capacidade de entregar certificações Tier III, interconexão multicloud robusta, baixa latência através de distribuição geográfica estratégica, e operação sustentada por energia renovável certificada posicionam-se para capturar demanda crescente de empresas multinacionais, hyperscalers e organizações nacionais que buscam conciliar performance técnica, conformidade regulatória e responsabilidade ambiental em suas estratégias de infraestrutura digital.